Criadores de vírus de computadores elevam produção, mudam tática - 14/04/09 - 12h19 - Atualizado em 14/04/09 - 13h50        
Da Reuters WASHINGTON (Reuters) - O número de vírus de computador vem crescendo extraordinariamente rápido e a tática de seus criadores está mudando, de emails que se fazem passar por mensagens de fontes legítimas para ameaças ocultas em sites aparentemente seguros, como o de uma pousada local, informou a empresa de software de segurança de computadores Symantec. Houve grande aumento no número de vírus e outras pragas eletrônicas na Web, com 624.267 identificados em 2007 ante 1,6 milhão em 2008, de acordo com a Symantec. "Sessenta por cento de todas as ameaças (de softwares malignos) dos últimos 20 anos surgiram nos últimos 12 meses", disse Vincent Weafer, vice-presidente de informações e segurança de conteúdo da Symantec, em entrevista à Reuters. Os atacantes estão deixando de lado a técnica de spam por email conhecida como phishing, usada para obter informações pessoais sobre usuários, e recorrendo à invasão de sites legítimos, por exemplo o de uma empresa local, que usam para praticar os roubos de dados, afirma o relatório. Os atacantes tendem a evitar os sites de grandes empresas que têm condições de repararem suas páginas rapidamente e a se concentrar em sites menores, não operados por profissionais, como os de uma pousada. O relatório da Symantec menciona outros exemplos --sites do governo dos Estados Unidos e do Reino Unido-- que foram infectados. "Os bandidos estão invadindo sites legítimos e os comprometendo", disse Weafer. O objetivo dos vírus é roubar, e a expansão do acesso em banda larga em vários países torna mais fácil que áreas sem controle sirvam como anfitriãs a crackers. "Em 2008, 78 por cento das ameaças a informações confidenciais exportaram dados sobre os usuários e 76 por cento utilizaram um sistema de registro de digitação para roubar informações como as senhas de contas bancárias online", afirma a Symantec em relatório. Assim que números de cartões de crédito, nomes de usuário e senhas são roubados, eles são vendidos no mercado negro. "O item mais popular à venda nos servidores da economia clandestina em 2008 foi informação sobre cartões de crédito, que respondeu por 32 por cento do total", segundo o levantamento. "O preço de cada cartão pode ser de apenas seis centavos de dólar, quando as informações são compradas em lotes." Já senhas de contas bancárias foram o segundo item mais vendido, com participação de 19 por cento, por entre 10 e 1.000 dólares cada. Nomes de acesso a contas de email e senhas ficaram em terceiro lugar, com cinco por cento e custando entre 10 centavos de dólar a 100 dólares. "Se você tiver um domínio, posso usá-lo para mandar spam. Eu posso usá-lo para fingir que sou você ou outras pessoas", disse Weafer. "É provável que a senha do seu email seja a mesma da sua conta bancária." Weafer argumenta que os usuários não podem mais depender somente de softwares de segurança e defendeu cooperação internacional para se lidar com o crime organizado. (FONTE G1)

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